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Surf e Desenvolvimento Sustentável |
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 Sérgio Leal Nunes, Economista e docente no Instituto Politécnico de Tomar Como se não bastasse a realidade, são muitos os documentos que mostram um Portugal deprimido, com diversas áreas em vias de desertificação, com perda de dinamismo de estruturas produtivas e com níveis bastante assimétricos de criação e distribuição de riqueza. Muitas destas áreas são, simultaneamente, enquadradas por legislação que dificulta a articulação e a criação de sinergias entre dinamização económica e protecção ambiental. São territórios considerados “paisagem protegida”, “rede ecológica”, “rede natura”, nadando em legislação que preserva todo o seu conteúdo menos a população que lá tenta sobreviver. Em suma, a gestão que se (não) faz do território baseia-se em regulamentos administrativos proibitivos e desarticulados de estratégias de desenvolvimento que, é verdade, nem sempre existem ou não são suficientemente explícitas e operacionais.
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